PF cumpre dois mandados após ameaça de bomba à embaixada dos EUA, mas não encontra indício de plano de ataque

A ameaça e o fechamento

Um perfil em rede social publicou uma mensagem ameaçando colocar uma bomba na embaixada dos Estados Unidos no Brasil, segundo apurou o jornal O Tempo com autoridades envolvidas na investigação. A partir de 2 de outubro de 2026, o governo americano suspendeu o atendimento na embaixada e nos consulados no país, citando "questões de segurança". Não há previsão de retorno do atendimento presencial.

O que a Polícia Federal fez

A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão, em São Paulo e no entorno do Distrito Federal. Segundo a corporação, a ação foi preventiva e decorreu de cooperação com agências de inteligência estrangeiras. A PF afirmou que não encontrou, até o momento, elementos que confirmem um suposto planejamento de atos contra instalações diplomáticas dos EUA e que não identificou suspeitos ligados a organizações criminosas. Os equipamentos e mídias apreendidos serão analisados, e a PF admite adotar outras medidas conforme o resultado.

O que não está confirmado

Até a publicação desta matéria, não há registro de bomba, explosivo ou ataque, nem notícia de prisões. A investigação trata de uma ameaça feita em rede social e do suposto planejamento a partir dela. Diplomatas americanos ouvidos pela imprensa lembraram que mensagens de ameaça contra instalações dos EUA são comuns nas redes, mas que nem toda ameaça leva ao fechamento de todas as unidades de um país.

Outros países: Austrália fechou; Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia só alertaram

Outros membros da aliança de inteligência conhecida como Five Eyes (EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) também se manifestaram, mas não do mesmo modo. A Austrália fechou temporariamente a embaixada em Brasília por "preocupações de segurança", recomendou que seus cidadãos evitassem instalações diplomáticas americanas e disse que a orientação levou em conta o alerta emitido pelos EUA. Já Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia não fecharam suas embaixadas, segundo a Gazeta do Povo e a Jovem Pan; atualizaram ou mantiveram orientações de viagem.

  • Canadá: atualizou a página oficial de viagens, reproduzindo o alerta de segurança da embaixada americana e incluindo uma seção sobre as eleições de 4 de outubro, com a recomendação de evitar locais com manifestações e grandes aglomerações.
  • Reino Unido: atualizou a orientação oficial, afirmando que protestos e manifestações podem ocorrer em diferentes regiões do Brasil sem aviso prévio, e recomendou evitar manifestações e reuniões políticas no período eleitoral.
  • Nova Zelândia: mantém a orientação de cautela elevada pelo serviço SafeTravel, com atenção à segurança diante de protestos e manifestações. As fontes divergem sobre se houve um novo comunicado neste caso.

Esses alertas citam o período eleitoral e manifestações; as fontes consultadas não os ligam diretamente à ameaça de bomba contra a embaixada americana.

A reação do governo

De acordo com a reportagem, o governo brasileiro evita, por ora, tratar o episódio como uma nova tentativa de interferência americana e pretende não criar alarde antes da eleição de domingo, 4 de outubro.

Fontes

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