ARACELI - PSOL - GOVERNADOR
ARACELI é candidato(a) a Governador pelo PSOL em Pará (PA) nas Eleições 2026.
ARACELI MARIA PEREIRA LEMOS
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
PSOL
Federação com PSOL, Rede. A lei obriga partidos federados a votarem juntos por quatro anos, então o comportamento no Congresso é o do bloco.
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 29/05/1958
- Gênero
- FEMININO
- Estado civil
- DIVORCIADO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- APOSENTADO (EXCETO SERVIDOR PÚBLICO)
- Estado de nascimento
- PA
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Evolução da Votação por Eleição
Comparativo: Governador em 2026 (PA)
Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.
2026 - GOVERNADOR
PSOL | UF: PA
Votação Obtida: 83.338 votos
2018 - 1º SUPLENTE
PSOL | UF: PA
Votação Obtida: 0 votos (NÃO ELEITO)
2004 - PREFEITO
PT | UF: PA
Votação Obtida: 22.883 votos (NÃO ELEITO)
2000 - PREFEITO
PT | UF: PA
Votação Obtida: 9.784 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
Evolução do Patrimônio Declarado
| Ano | Tipo | Descrição | Valor |
|---|---|---|---|
| 2026 | Terreno | LOTE URBANO | R$ 380.000,00 |
| 2026 | Outros bens imóveis | 50% DE UM APARTAMENTO | R$ 55.000,00 |
| 2018 | Apartamento | R$ 55.000,00 | |
| 2018 | Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. | R$ 37.848,25 | |
| 2018 | Jóia, quadro, objeto de arte, de coleção, antiguidade, etc. | R$ 35.000,00 | |
| 2026 | Depósito bancário em conta corrente no País | SALDO EM CONTA CORRENTE BANCO DO BRASIL | R$ 34.408,48 |
| 2026 | Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) | APLICAÇÃO EM RENDA FIXA NO SICOOB | R$ 31.000,00 |
| 2026 | Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) | APLICAÇÃO EM RENDA FIXA NO BANPARA | R$ 23.898,72 |
| 2018 | Aplicação de renda fixa (CDB, RDB e outros) | R$ 20.094,92 | |
| 2018 | Consórcio não contemplado | R$ 11.777,53 | |
| 2026 | Outros créditos e poupança vinculados | COOPERATIVA DE CRÉDITO SICOOB | R$ 9.923,99 |
| Patrimônio total declarado (2018): | R$ 159.720,70 | ||
| Patrimônio total declarado (2026): | R$ 534.231,19 | ||
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Sem despesas de campanha registradas.
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Sem receitas de campanha registradas.
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2026 | AGUARDANDO JULGAMENTO | R$ 11.562.724,00 |
| 2018 | DEFERIDO | R$ 3.500.000,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
Plataforma de Governo
Araceli governadora 50
Ara do Pará. Ara pra cuidar
FEDERAÇÃO PSOL-REDE
2026
1 - Introdução
Carta Aberta ao Povo do Pará
Antes de qualquer coisa, eu quero dizer de quem é o palanque de minha
campanha.
Ele é da professora que saiu de casa às cinco da manhã para chegar na
escola.
É do trabalhador da obra, do mototáxi, do barco.
É da mulher que vende no Ver-o-Peso desde que era menina.
É do rapaz que passou no vestibular e não tinha como pagar a passagem pra ir
à aula.
É da mãe que tá esperando um exame há dois anos.
Este palanque é…
Ler mais do texto
de vocês. Eu só vim aqui pra falar o que vocês já disseram pra
mim, de Belém a Santarém, de Marabá a Bragança, de Altamira a Breves,
quando percorri o estado para acolher e ser acolhida por pessoas que seguem
sendo números, estatísticas e, de dois em dois anos, títulos eleitorais.
E o que eu ouvi foi sempre a mesma coisa, com sotaques diferentes:
“Eu já não acredito mais.”
Pois é. É exatamente por isso que eu estou aqui.
DE ONDE EU VENHO
Eu não cheguei na política por convite.
Eu cheguei porque eu vi situações que queria e quero mudar.
Minha mãe criou oito filhos dando aula. Dava aula na escola de manhã, dava
aula particular à tarde, e ainda me alfabetizou dentro de casa, na mesa da
cozinha, com o caderno em cima da toalha de plástico.
Meu pai trabalhou na Cosanpa. Levava água para casa dos outros. E teve dia
que faltou água na nossa.
Eu estudei em escola pública. Eu dei aula em escola pública. Eu fui professora
de História — e quem dá aula de História aprende uma coisa cedo: nada do
que tá aí caiu do céu. Alguém decidiu -.
Depois eu fui para o sindicato. Não porque era bonito. Porque era necessário.
E depois eu fui para a Assembleia Legislativa. E na Alega eu recebi uma
carteirinha escrito assim: “Deputado Araceli”.
Deputado.
Eu não briguei por causa da carteirinha. Eu briguei porque quando o Estado
não sabe nem escrever o nome de uma mulher direito, ele também não sabe
protegê-la.
Essa é a minha escola. Não é a faculdade. É a vida.
O DIAGNÓSTICO
Agora eu quero falar uma coisa séria com vocês. Sem rodeio.
Tem gente que diz que o Pará é pobre.
O Pará não é pobre.
O Pará exporta minério para o mundo inteiro. O Pará alimenta o mundo. O
Pará tem riqueza que não acaba mais.
O nosso estado gera riqueza todo santo dia. Sai daqui em navio, sai em
caminhão, sai em contêiner.
Só que o resultado dessa riqueza quando volta, volta muito pouco. E não volta
pra todo mundo.
Então não me venham dizer que falta dinheiro para ter água na torneira. Que
falta dinheiro para marcar um exame e garantir o leito. Que falta dinheiro para
pagar direito o servidor.
Não falta dinheiro. Falta decisão. Falta escolha.
Dinheiro público é escolha. Toda vez que alguém diz “não tem verba”, o que
essa pessoa tá dizendo de verdade é: “eu escolhi gastar em outra coisa”.
E aí eu pergunto para vocês, olhando no olho:
Alguém já foi consultado sobre essas escolhas?
Tenho certeza de que todo mundo dirá em uma só voz: não!
Pois então. Isso vai mudar.
A COERÊNCIA
Já me perguntaram muitas vezes porque eu não tomei o caminho mais fácil.
Eu estava no meio do segundo mandato. Ia me reeleger tranquila. E eu saí.
Saí porque tinha uma escolha na minha frente: ou eu ficava com o mandato
garantido, ou eu ficava com o que eu acreditava.
Eu fiquei com o que eu acreditava.
Eu não conto isso como sofrimento. Eu conto como currículo.
Porque é isso que vocês precisam saber sobre quem pede o voto de vocês: o
que essa pessoa faz quando ficar calada é mais confortável, quando dizer “sim,
senhor” pode garantir acesso ao andar de cima.
Relembrando minha caminhada, que é minha, eu sei, mas é de tanta gente,
sempre me vêm à cabeça os versos que abrem aquela música de Chico
Buarque, imortalizada na voz de Maria Bethânia:
“Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender”
Eu, e tantas outras e tantos outros, lutamos quando era mais fácil ceder e
enfrentamos de cabeça erguida os inimigos que se imaginavam invencíveis.
Aqui, nesta terra que já sangrou em tantas revoltas e revoluções populares,
como as guerras dos Tupinambá ou na Cabanagem, a regra é resistir e jamais
se entregar.
Pois bem, minha história se conecta com esses passos que vêm de tão longe.
E eu vou dizer mais: eu não devo nada a ninguém. Não tenho padrinho. Não
tenho dono. Não tenho empresa esperando fatura no fim do mês.
Quem não deve favor, governa livre.
EU NÃO ANDO SÓ
Só que tem uma coisa que eu preciso dizer, e eu quero dizer olhando nos olhos
de cada cidadã e cidadã deste estado:
Eu não ando só.
Ninguém governa um estado do tamanho do Pará sozinha. Quem diz que
governa sozinho está mentindo, ou está se achando.
Eu tenho ao meu lado a companheira professora e lutadora social Fátima
Santana, que aceitou entrar nessa comigo na condição de vice sabendo
exatamente o tamanho da briga.
Eu tenho comigo uma dupla com muita história de lutas e resistências: a
assistente social Gizelle Freitas e educador Marcelino Conti, que toparam
entrar na batalha por uma vaga no Senado, porque lutam pelo justo e pelo
certo, e não optaram pelo caminho mais tranquilo e conveniente.
E eu tenho uma chapa inteira de gente que não veio em busca de benefício
pessoal. Veio buscar mudança.
E tem mais.
Junto comigo, tem gente que colou cartaz na madrugada em campanha que a
gente perdeu.
Tem gente que rachou a gasolina para chegar de Marabá, de Santarém, de
Abaetetuba, superando todas as dificuldades para plantar as sementes de um
projeto político verdadeiramente transformador.
Tem gente que administra grupo de WhatsApp desmentindo mentira sobre nós
até de madrugada, de graça, cansada, e ninguém nunca agradeceu.
Tem militante do PSOL e da REDE que passou anos sendo chamado de
sonhador, de radical, de perdedor.
Pois eu vou dizer uma coisa para vocês.
Vocês são a nossa máquina.
Os outros têm prefeito, têm verba, têm empresário, têm gráfica, têm horário.
Nós temos vocês.
E eu já vi essa conta virar. Eu já vi um punhado de gente teimosa mudar a
história desse estado quando ninguém apostava um centavo.
A nossa federação não é um acordo de gabinete. É um encontro de duas
trajetórias que nunca abaixaram a cabeça, e que agora estão andando juntas.
Então, quando alguém disser que a gente é pouco, respondam assim: pouco é
quem precisa comprar apoio.Nós somos poucos no dinheiro e muitos e muitas
na rua.
O QUE NÓS VAMOS FAZER
Agora, esperança sem plano é conversa. Então vamos ao plano.
Primeiro: água.
Água em todas as torneiras. E o dia todo.
Nós vamos rever a privatização da Cosanpa e construir uma nova empresa
pública de saneamento — serviço de qualidade e preço justo. E vamos investir
pesado em esgoto: nas cidades, e nas comunidades rurais e ribeirinhas com os
sistemas que funcionam para aquelas realidades.
Água não é mercadoria. Água é saúde. Água é vida.
Segundo: saúde com prazo.
Chega de fila sem fim. No nosso governo, prazo máximo de sessenta dias para
exame e procedimento especializado.
Tratamento de câncer no interior — porque paraense do interior não pode ter
que vender a geladeira para fazer quimioterapia em Belém.
Prioridade absoluta no combate à mortalidade materna e infantil. Nenhuma
mulher deve morrer parindo no estado mais rico da Amazônia.
E rede de atendimento integral para as pessoas com autismo e outras
neurodivergências, descentralizada, em todas as regiões. Porque mãe atípica
no Pará hoje tá sozinha. E não vai mais ficar.
Terceiro: quem trabalha tem que viver.
Salário-mínimo regional de dois mil e duzentos reais, conforme o cálculo do
Dieese. Dinheiro no bolso do trabalhador é comércio girando na esquina.
Tarifa zero no transporte coletivo urbano, em parceria com o governo federal. E
atenção ao transporte municipal e ao aquaviário — porque no Pará estrada
também é rio.
Revisão das privatizações das rodovias paraenses e fim imediato dos
pedágios. Estrada do Pará é do povo do Pará.
Escala 5 por 2, por decreto, pra todo trabalhador terceirizado da administração
estadual. Descanso não é privilégio.
E a agricultura familiar como prioridade nas compras públicas — pra baratear a
cesta básica e fazer o dinheiro do Estado ficar aqui, na mão de quem planta.
Quarto: servidor público.
Reajuste imediato pra zerar as perdas. Recomposição anual garantida.
Negociação coletiva de verdade, como manda a Convenção 151 da OIT. E
concurso público, porque o Estado precisa de gente efetiva, não de gente
insegura.
Quem cuida do povo precisa ser cuidado também.
Quinto: tolerância zero à violência contra as mulheres.
Delegacia especializada em todos os municípios do Pará. Funcionando 24
horas. Não é das oito às duas. É 24 horas.
Programa permanente de prevenção nas escolas estaduais.
Cumprimento prioritário das medidas protetivas — porque decisão judicial que
não é cumprida não protege ninguém.
E crédito para mulher que sai de uma relação violenta, pra ela ter renda
própria. Porque mulher que tem seu dinheiro não fica presa por dependência.
Isso não é pauta de mulher. Isso é pauta de família inteira.
Sexto: educação e cultura.
Educação integral implantada de verdade. Escola reformada, com condição de
o aluno entrar e de o aluno ficar.
A UEPA fortalecida e presente em cada uma das seis mesorregiões, com
orçamento vinculado — ensino, pesquisa e extensão no interior, não só na
capital.
E no mínimo 3% da receita do Estado para a cultura. Descentralizada.
Chegando no mestre de carimbó, na quadrilha, no grupo de teatro, no produtor
de tecnobrega, no artesão. Cultura não é sobra de orçamento.
Sétimo: segurança cidadã.
Polícia presente onde o crime tá, nos centros e no interior, com atenção aos
rios e às comunidades isoladas. E, junto, o Estado presente todo dia: esporte,
lazer, cultura e formação profissional pra juventude.
Porque aonde o Estado não chega com escola, chega a bandidagem. E a
gente sabe muito bem o que é isso.
Oitavo: Amazônia de pé, e trabalho aqui dentro.
Desmatamento zero e combate implacável às atividades ilegais que ameaçam
os territórios.
Apoio de verdade à bioeconomia, ao turismo de base comunitária, à economia
dos povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas.
E licença mineral condicionada: quer explorar o minério do Pará? Beneficia
aqui. Com mão de obra paraense.
Chega de mandar nossa riqueza embora em pedra bruta e receber de volta o
buraco.
E agora eu quero falar de uma coisa que eu guardei pro fim de propósito.
VIDA MAIS 60.
Eu quero falar com quem tem sessenta anos ou mais.
Vocês construíram esse estado.
Vocês levantaram parede, deram aula, criaram filho, remaram, plantaram,
venderam, limparam, cuidaram.
E aí, um dia, o Estado brasileiro descobriu uma palavra para vocês: “idoso”.
“Idosa”.
E com essa palavra veio um jeito de tratar. Fila. Espera. Balcão. Aquele tom de
voz mais alto, como se a pessoa tivesse ficado criança de novo.
Eu conheço bem isso. Minha mãe alfabetizou oito filhos na mesa da cozinha.
Deu aula a vida inteira. E depois de tudo isso, ela virou “mais uma na fila”.
Eu penso nela toda vez que eu vejo uma senhora sentada num banco de posto
de saúde desde as cinco da manhã.
Então o nosso governo vai ter um programa com nome, com endereço e com
data pra começar. Ele se chama VIDA MAIS 60.
E eu vou dizer o que é, sem enfeite.
Primeiro: Centro de Referência Integral à Pessoa Idosa. Em todas as
mesorregiões do Pará.
E eu quero que fique claro o que isso é, porque as pessoas ouvem e pensam
em asilo.
Não é asilo.
É um lugar onde tem geriatra de verdade — não é o clínico correndo em dez
minutos, é geriatra. Tem terapia ocupacional. Tem nutricionista, porque comer
direito depois dos sessenta é remédio. Tem psicólogo, porque a solidão adoece
e ninguém fala disso. E tem educação física, com professor, todo dia.
Aula de caminhada. Aula de alongamento. Musculação leve com
acompanhamento. Dança.
Porque eu não quero paraense de sessenta anos sentado esperando a morte
chegar. Eu quero paraense de sessenta, de setenta, de oitenta anos dançando
carimbó.
Envelhecer não é doença. Envelhecer é a vitória de quem sobreviveu a tudo
isso que está aí.
Nosso trabalho não é cuidar do fim da vida de quem já passou dos 60. É
garantir a melhor parte dela.
Segundo: voz.
Não adianta ter o centro se ninguém pergunta o que precisa dentro dele.
Por isso nós vamos trabalhar junto com cada prefeitura pra que todo município
do Pará tenha um Conselho Municipal da Pessoa Idosa. Criado, instalado e
funcionando de verdade — reunindo, com ata, com orçamento, com poder de
cobrar.
Conselho que só existe no papel é desrespeito educado.
Eu não vou ficar aqui prometendo que vocês vão ter uma velhice fácil. Ninguém
pode prometer isso.
O que eu posso prometer é que vocês não vão envelhecer sozinhos, e não vão
envelhecer sendo tratados como estorvo.
Isso é o VIDA MAIS 60.
E anota o nome, porque nós vamos cobrar de mim também.
DE ONDE VEM O DINHEIRO
Aí alguém pergunta, com razão: “Ara, e como é que paga isso?”
Ótima pergunta. Eu tenho resposta.
Primeiro: cobrando os débitos fiscais das grandes empresas. Principalmente do
setor mineral e do agronegócio. Tem devedor bilionário no Pará dormindo
tranquilo enquanto o trabalhador tem o imposto descontado antes de receber
ou quando compra um quilo de feijão no comércio da esquina.
Com esse dinheiro nós criamos um fundo. E esse fundo financia educação,
inovação e geração de renda — com prioridade para mulheres chefes de
família, jovens de 16 a 34 anos e as comunidades tradicionais e periféricas.
Segundo: revisando os incentivos fiscais. Com transparência e controle social.
Toda renúncia fiscal deste Estado vai ser aberta, item por item. Quem ganha
benefício vai ter que mostrar quantos empregos gerou.
Terceiro: auditando as obras. Toda obra com suspeita de superfaturamento vai
ser auditada, e quem desviou vai responder na forma da lei.
E quarto, o mais importante: o povo decide.
Nós vamos criar um processo permanente de participação social, em cada
município e em cada macrorregião, para definir o orçamento do Estado e o
plano plurianual.
O orçamento vai deixar de ser segredo de gabinete.
O povo decide, e o governo faz.
BRASIL E PARÁ, LULA E ARA
Eu quero falar do Brasil por um instante.
Algumas pessoas dizem que nas eleições só interessa a realidade local. A
cidade, a rua que se mora. Que temas nacionais não são importantes.
Isso é um enorme engano.
Para o Pará ser transformado de verdade e se tornar um verdadeiro abrigo
para seu povo, o Brasil não pode retroceder. De jeito algum, pois isso seria cair
num abismo de intolerância e ataques aos direitos sociais tão duramente
conquistados.
Desde a eleição de Lula, nas eleições de 2022, o Brasil voltou a ter comida na
mesa. Voltou a ter salário valendo alguma coisa. Voltou a ser respeitado no
mundo. Isso não caiu do céu também. Isso foi escolha de governo.
E foi feito por um homem que a vida inteira ouviu que não ia dar conta. Que
não tinha diploma. Que não tinha jeito.
Eu conheço bem essa história. Ela se parece com a minha.
O que o Lula fez no Brasil, é isso que eu quero fazer aqui: inverter a prioridade.
Colocar quem sempre foi o último em primeiro.
Lula do Brasil. Ara do Pará.
Não é slogan. É o mesmo projeto, descendo o rio.
O CHAMADO
Eu não vim prometer milagre. Milagre é outro departamento.
Eu vim aqui assumir compromisso.
E compromisso de verdade tem nome, tem prazo e tem gente atrás para
cobrar.
Reparem onde termina o nosso programa de governo.
A última proposta, a que fecha tudo, é a que garante que a pessoa idosa tenha
voz em cada município do Pará.
Quer dizer que o nosso programa termina exatamente onde ele devia terminar:
no respeito a quem começou tudo.
E é isso que eu peço que vocês levem dessa mensagem.
Não é aplauso. Aplauso acaba quando a luz apaga.
O que eu peço é conversa. Conversa na tua rua, no teu grupo, no teu trabalho,
na tua igreja, no teu barco, na fila do banco.
Uma conversa por dia. Todo dia. Até outubro.
Porque nós não temos máquina. Não temos e jamais aceitaríamos que um
único centavo do recurso público fosse utilizado para desequilibrar a disputa.
Isso tem nome: é abuso do poder político e econômico. Numa palavra: é crime
e mancha qualquer eleição.
Por isso, não temos empresário pagando campanhas tão milionárias que
representam um soco na cara do povo que trabalha todos os dias para
alimentar sua família honestamente.
Não temos máquina, repito. Nós temos gente. E gente falando com gente ainda
é a coisa mais forte que existe nesse estado.
Eu sei que muita gente neste estado gigante que se decepcionou. Muita gente
já votou com esperança e recebeu de volta o silêncio.
Eu não vou pedir para vocês esquecerem isso. Eu vou pedir outra coisa.
Eu vou pedir para vocês arriscarem acreditar mais uma vez.
Porque desistir também é uma escolha. E é a escolha que eles esperam da
gente.
Meu pai levou água para casa dos outros a vida inteira.
Eu quero levar água, escola, hospital e dignidade para a casa de todo mundo.
E eu não vou fazer isso sozinha. Eu vou fazer com vocês.
ARA DO PARÁ.
ARA PRA CUIDAR.
É possível voltar a acreditar!
Araceli Lemos
Candidata a governadora - 50
2 – Apresentação
Nossa plataforma está estruturada em 50 propostas que se articulam e se
servem de alicerce ao projeto de mudanças que a candidatura de Araceli
governadora representa.
Não se trata de um programa completo, pronto e acabado.
Antes, é uma Plataforma sintética, que aponta caminhos e desenha horizontes
a conquistar.
Este programa não é fruto de trabalho solitário. Decorre da confluência de
vontades, propósitos, dores e resistências recolhidas ao longo de vários meses
em que realizamos o projeto Caravanas de Sol a Sol, ouvindo a nossa
gente.
Foram dezenas de encontros, em todas as regiões do Pará, para realizar um
ato simples e indispensável: ouvir, com respeito e sensibilidade.
O texto a seguir, portanto, não pretende esgotar o enorme manancial de
propostas, em cada um das inúmeras políticas públicas que precisam estar a
serviço de todo o povo paraense.
É um projeto aberto e coletivo. E como tal se submete ao crivo do debate
franco e democrático durante esta campanha eleitoral.
3 – Plataforma de Governo: “São 50 propostas. E o número é 50”
1 - REVISÃO DA PRIVATIZAÇÃO DA COSANPA. UMA NOVA COMPANHIA DE ÁGUA E ESGOTO QUE
OFEREÇA SERVIÇO DE QUALIDADE, COM PREÇO JUSTO
2 - INVESTIR PESADAMENTE NA IMPLANTAÇÃO E EXTENSÃO DAS REDES DE ÁGUA E COLETA E
TRATAMENTO DE ESGOTO, NAS CIDADES E, UTILIZANDO SISTEMAS ALTERNATIVOS, NAS
COMUNIDADES RURAIS E RIBEIRINHAS.
3- REAJUSTE IMEDIATO DOS SALÁRIOS – COM O OBJETIVO DE ZERAR AS PERDAS – E
VALORIZAR AS CARREIRAS, ASSEGURANDO-SE A RECOMPOSIÇÃO ANUAL DOS VENCIMENTOS E A
NEGOCIAÇÃO COLETIVA (CONVENÇÃO 151 DA OIT)
4 - GARANTIA DA REALIZAÇÃO DE CONCURSOS PÚBLICOS PARA SUPRIR AS NECESSIDADES DE
PESSOAL, COM PRIORIDADE PARA AS ÁREAS DA EDUCAÇÃO, SAÚDE, CULTURA E ASSISTÊNCIA, E
CUMPRIMENTO EFETIVO DA RESERVA DE VAGAS PARA PESSOAS NEGRAS, INDÍGENAS E COM
DEFICIÊNCIA EM TODOS OS CERTAMES ESTADUAIS, COM BANCA DE HETEROIDENTIFICAÇÃO,
COMISSÃO DE VERIFICAÇÃO E PUBLICAÇÃO ANUAL DO RESULTADO DAS COTAS.
5- SALÁRIO-MÍNIMO REGIONAL DE R$ 2.200, CONFORME CÁLCULO DO DIEESE, COM VISTAS
AO AUMENTO DO PODER DE COMPRA DA POPULAÇÃO E CRESCIMENTO DO COMÉRCIO DE BENS E
SERVIÇOS;
6 - APOIO AOS TRABALHADORES PLATAFORMIZADOS, COM A CRIAÇÃO DE PONTOS DE APOIO
NOS CENTROS URBANOS, LINHAS DE CRÉDITO PARA AQUISIÇÃO DE VEÍCULOS, COM JUROS
BAIXOS E CRIAÇÃO DE APLICATIVOS DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS, COM GERENCIAMENTO
PÚBLICO, Q
Redes sociais declaradas
Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.
Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.
Nenhuma matéria externa foi localizada para este candidato.
Fórum de Discussão do Político
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Mais votados nesta disputa
Comparativo: Governador em 2026 (PA)
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Dado público por força de lei
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